O miserável



Quantos por tua culpa deixaram de existir
E hoje tu não cumpres aquilo pra que veio
És um estorvo sobre o mundo
Nenhum ser puro se manterá igual em teu meio

És um inescrupuloso, sujeito vagabundo
Pensas quantos seres úteis não nasceram
Depois que tu canalha já fecundo
Pensas quantas possibilidades se perderam

Para tu habitares este mundo
Hoje envergonhas tua estirpe, ó imbecil
Deixai tudo o que te deram, não és digno
Tu és tolo, egoísta e quase vil

Não mereces a maneira como te amaram
Pois pensares neste mundo estar vazio
Cuspiste sobre os seios que te amamentaram
Tu és um hipócrita, um ingrato quase vil

Se puderes, por favor, aqui não volte
Não és digno do teto que viveu
Pega as tuas tralhas a reboque

Volta para a solidão que sempre mereceu.

Sobre o autor

“Escrevo pela simples necessidade de sentir meus próprios sentimentos e ouvir meus pensamentos que vagam sem ressonância neste mundo de surdos. Eu escrevo pra tentar compreender a mim mesmo, não para responder questões às quais nunca saberei a resposta.(Roberto Codax)

Roberto Codax. Tecnologia do Blogger.

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